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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fechou a porta do carro,

tinha nas mãos um de seus vinhos preferidos e duas taças. Deu boa noite ao porteiro, entrou no elevador cantando e sorrindo. Chegando no apartamento dele pensou em tocar a campainha, mas logo se lembrou que há tempos tinha a copia da chave do tal mesmo nunca tendo usado. Abriu a porta, o apartamento se encontrava em um silencio pensava ela que ele poderia estar tomando banho, foi até o bar e de cara avistou duas taças, uma vazia e uma com um dedo de vinho, a de um dedo de vinho ainda tinha uma marca de batom bordo. Cor que ela jamais usaria simplesmente por odiar. Não ligou para os fatos, tirou seu sobretudo, o tempo lá fora estava realmente frio. E foi caminhando até o quarto dele, a cada passo que dava, ouvia barulhos vindo do tal, chegando lá avistou peças de roupas espalhadas pelo chão. Olhando pra cama lá estavam eles, como vieram ao mundo, juntos, entrelaçados, se amando. Na mesma cama onde na noite passada era ela que estava se entregando a ele. Não precisou falar nada, parecia que eles sentiram que tinha uma terceira pessoa no quarto, ele levanta olha deslocado para a porta e lá está ela, com um olhar vazio. Da boca dele saia: - “eu posso te explicar amor”. Ela não falou nada, virou as costa, pegou o vinho e desceu escadas a baixo. Logo atrás vinha ele enrolado ainda no lençol gritando: - “me escuta, eu te amo!”Ela não ouvia nada, lágrimas brotavam dos olhos dela, aquele que jurava amor acabara de apunhalar o seu coração. Entrou no carro e saiu em alta velocidade, abriu o vinho e começou a beber, os anos deles dois passavam por sua cabeça, como um filme. Então o filme foi interrompido. Depois de algumas horas um carro havia batido em um poste, esse se encontrava em alta velocidade. Dentro dele tinha uma jovem de vinte e quatro anos embriagada, do seu lado uma garrafa de vinho vazia. Ninguém soube o real motivo dela ter bebido enquanto estava no volante. O único que sabia era o namorado de quatro anos e recém noivo a cinco meses. Este que se encontrava debruçado no caixão chorando.