quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sobre planos, descrenças e saudades.


Primeiro virou um dia comum; desses em que não nos lembramos de nada em especial. Desacreditar era palavra que passava longe da minha cabeça, mas como já disse para você, as coisas mudaram. As malas estão prontas, irei embora. E para quem estava tão crente da forma como as coisas tinham que ser; fraquejei um pouco, confesso. Durante dias, relembrei cada detalhe do seu olhar enquanto conversávamos e decretávamos nosso fim. Não era nossa hora, nós sabíamos. Nos amavamos, mas não dava certo. Eu tinha consciência dessas coisas e respeitei demais tudo o que sempre senti por você; mas esse respeito nunca foi maior do que o respeito que sinto por mim. Ir embora, foi a única forma que encontrei, de não deixar o amor que sinto por você perder o sentido. Era certo, e o sentido permaneceu: ainda sei sobre todas as coisas que fizeram eu me apaixonar por você. Está tudo guardado aqui. (L)³ Ainda tive esperanças de que você segurasse na minha mão e dissesse que 'não, não pode terminar, vamos tentar de novo'. Você não falou isso, e então eu tive que dizer que 'melhor sermos amigos, então; não podemos nos machucar'. O plano era ficar bem, como dizia Renato Russo. E acho que o plano falhou. Desacreditei da nossa volta, desse nosso amor teórico e dessas coisas que aos pouquinhos, começaram a fazer mal. Não tem sido fácil. As sextas que viraram segundas; a musica que perdeu o ritmo; o filme que faz bater saudade; o desapego que se fez necessidade e parece mais inatingível do que nunca; e o dia primeiro - que era pra ser o nosso dia, lembra? - que virou apenas mais um dia. São essas pequenas coisas que fazem todo o plano perder o sentido. (U) & hojê é primeiro né?

1 comentário:

Paulo Leopoldino disse...

a verdade é melhor coisa que existe mesmo, mas ninguem tem o direito de julgar as nossas verdades.
mais não existe nada melhor do verdades inventadas, e mentiras sinceras, como diria o Grande Poeta

beijoooo
;**