sexta-feira, 18 de julho de 2008


Estava eu mechendo na minha caixinha e encontrei o canto dos verbos , acabei por escolher o perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Você não fez nada. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz.

terça-feira, 8 de julho de 2008

No meio de uma linda floresta cheia de espécies raras, mora uma mulher menina. Para chegar até ela não precisa de muito, tenha o coração leve e não venha armado, não traga raiva, rancor, tristeza, inveja. Ao entrar na casa dela terá que deixar tudo isso pra trás. Quando avistar uma porta grande com um tapete na tal com os dizeres: - Entre sem medo e seja feliz. Verás que está na casa certa, tire os sapatos, você não precisará deles.. pois entrará em um mundo de conto de fadas, o chão é de grama aquela bem verdinha que só de olhar da vontade de deitar, as nuvens são de algodão doce, os pássaros estão sempre cantando e encantando. Acordará com os primeiros raios da manhã tocando suavemente seu rosto e adormecerá vendo o sol se pôr no horizonte e deixando o céu que antes era azul mais colorido. Em certos dias poderá observar a lua que está sempre sorrindo pra quem a admira e depois contará estrelas estas que tem um riso doce e gostoso de se ouvir parecendo aquele som do riso de uma criança! Tomara banho de chuva, sem medo da gripe e depois avistará as sete cores do arco-íris. Ela vai te contar das coisas que já viveu, das loucuras que já cometeu, dos erros que estão marcados em alguma folha do livro do passado, dos amores, das dores, da felicidade, da infância que causa nostalgia, dos aprendizados, dos medos, dos desejos, de seus sonhos, dos filmes que já viu e dos livros que já leu. Sim! Ela fala muito, mas não se assuste ela também sabe e gosta muito de ouvir e com certeza se precisar irá te colocar no colo fazer cafuné e dirá pra você desabafar, no fundo do coração procurara as doces palavras para aliviar a sua dor e com uma mão irá acariciar a sua alma. Mas como ela não é de ferro ás vezes vai ser ela que vai precisar de um colo e de palavras. Ainda mais por ser aquela que tem o coração sensível, vira e meche o vê machucado. Falando nele.. Tem algumas cicatrizes do lado esquerdo do peito, mas essas que não foram capazes de fazer com que ela deixasse de lado à vontade de viver aquele amor verdadeiro. Ainda espera aquele com quem ira dividir a cumplicidade, a fidelidade, o cuidado, o carinho, os sonhos, as dores, os problemas. Todas as portas estarão abertas, menos uma.. Esta que se encontra no ultimo andar, perto do céu, ela só abrirá se você merecer. Nesse ultimo andar ela guarda as pessoas que foram capazes de fazer a diferença, cada uma tem um cantinho ali e por mais que os anos passem, por mais que ela á algum tempo não fale com um ou outro eles continuaram ali. Como dizem por ai: ‘não precisa estar junto para estar perto’. Se você conseguir abrir aquela porta você terá entrado no coração dessa pequena com o coração gigante! Que ama amar! Não poderás passar o tempo todo ali do lado dela, mas quando por algum motivo tiver que deixar a casa de sonhos, vá! Mas retorne, ela não trancará a porta e quando os ventos trouxerem o seu perfume ela correrá pra entrada e estará lhe esperando com aquele lindo sorriso, pulará nos seus braços lhe dando um abraça apertado, segurará na sua mão e dirá: - senti a sua falta, que bom que voltou, agora podemos sonhar juntos novamente. xD

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Procura-se

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar. Clarice Lispector

Selos:




Ganhei da ( http://notasnoturnas.blogspot.com/) Aline, adoravél. :) Gostei muito :')



Ganhei da (http://assuntosassim.blogspot.com/) Mila, ela que diz que meu blogger é doido que treme rsrs. Adoravél. Gostei muito! :D

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Saída de emergência,

aquela porta vermelha grande, que vira e meche eu vejo nos lugares. Muitas vezes na minha vida eu precisei de uma saida de emergência, corri, corri e parecia que todas as portas vermelhas tinham se pintado de outra cor. Teria sido tudo mais facil, menos doloroso se na hora do aperto eu tivesse uma saida de emergência bem na minha cara dizendo entre aqui e tudo vai ficar bem. Mas não por muitas vezes tive que ser queimada por não ter achado a porta, por ter ficado. Não me arrependo de ter infrentado, pois no final bem na curva do THE END você olha e vê que toda a dor valeu de alguma coisa e que você aprendeu, mesmo achando que não, mesmo que cometa o mesmo erro daqui a dois dias você aprendeu, sim aprendeu! E agora finalmente a porta vermelha esta na minha frente, esta entre aberta e atrás dela tem uma voz que me chama - vem, vem! mas do lado onde estou tem algo, algo que eu realmente quero, mesmo sabendo que se eu fechar a saida de emergencia posso sair com um sorriso ou pior com lágrimas nos olhos. Se eu ficar tudo pode acontecer. Não tenho o roteiro final. Muito menos uma bola de cristal. Por enquanto vou namorar os dois lados, uma hora eu decido pra que lado vou correr. :}

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fechou a porta do carro,

tinha nas mãos um de seus vinhos preferidos e duas taças. Deu boa noite ao porteiro, entrou no elevador cantando e sorrindo. Chegando no apartamento dele pensou em tocar a campainha, mas logo se lembrou que há tempos tinha a copia da chave do tal mesmo nunca tendo usado. Abriu a porta, o apartamento se encontrava em um silencio pensava ela que ele poderia estar tomando banho, foi até o bar e de cara avistou duas taças, uma vazia e uma com um dedo de vinho, a de um dedo de vinho ainda tinha uma marca de batom bordo. Cor que ela jamais usaria simplesmente por odiar. Não ligou para os fatos, tirou seu sobretudo, o tempo lá fora estava realmente frio. E foi caminhando até o quarto dele, a cada passo que dava, ouvia barulhos vindo do tal, chegando lá avistou peças de roupas espalhadas pelo chão. Olhando pra cama lá estavam eles, como vieram ao mundo, juntos, entrelaçados, se amando. Na mesma cama onde na noite passada era ela que estava se entregando a ele. Não precisou falar nada, parecia que eles sentiram que tinha uma terceira pessoa no quarto, ele levanta olha deslocado para a porta e lá está ela, com um olhar vazio. Da boca dele saia: - “eu posso te explicar amor”. Ela não falou nada, virou as costa, pegou o vinho e desceu escadas a baixo. Logo atrás vinha ele enrolado ainda no lençol gritando: - “me escuta, eu te amo!”Ela não ouvia nada, lágrimas brotavam dos olhos dela, aquele que jurava amor acabara de apunhalar o seu coração. Entrou no carro e saiu em alta velocidade, abriu o vinho e começou a beber, os anos deles dois passavam por sua cabeça, como um filme. Então o filme foi interrompido. Depois de algumas horas um carro havia batido em um poste, esse se encontrava em alta velocidade. Dentro dele tinha uma jovem de vinte e quatro anos embriagada, do seu lado uma garrafa de vinho vazia. Ninguém soube o real motivo dela ter bebido enquanto estava no volante. O único que sabia era o namorado de quatro anos e recém noivo a cinco meses. Este que se encontrava debruçado no caixão chorando.